A terceira Feira de Inovação Agrícola do Fundão decorreu entre 10 e 13 de Outubro. Foram 4 dias de fusão de públicos, desde os pequenos agricultores até aos especialistas em vários domínios da engenharia, ecologia, gastronomia, etc..
Foi intetressante ver como o público mostra os seus interesses ao seleccionar os eventos a que assiste: houve conferência de manhã cedo com maior assistência que outras a meio da tarde. No fim de semana, com destaque para o Domingo, recebemos a visita dos conhecedores que, durante os outros dias, estão ocupados a produzir nas suas explorações.
Um encontro destes é uma oportunidade especial para ouvir em primeira mão as necessidades reais percebidas nas explorações, os desejos e frustrações de quem tem dificuldade em avançar, seja por limitações económicas, regulamentares, de falta de pessoal qualificado ou até meteorológicas, pois os efeitos das alterações climáticas foram tema implícito, senão explícito, de muitas conversas.
À esquina da Albatroz Engenharia chegaram narrativas de incerteza e curiosidade. Ouvimos muitas pessoas dizerem “tenho mais perguntas do que respostas” e o som da conferência que se ouvia no hall do Pavilhão Multiusos trazia o eco de vários oradores com mensagens equivalentes: ouvimos oradores que partiam da humildade de dizerem “não sabemos mas se falarmos uns com os outros, poderemos aprender.” Também há áreas em que há confiança e satisfação – a gastronomia foi uma delas – e aí é a curiosidade e o desejo de inovar que se destacam.
Percebemos que há múltiplas necessidades nas áreas de I&D da Albatroz Engenharia, neste caso a detecção remota e os sistemas inteligentes para compreender os dados recolhidos, sendo necessário estabelecer os business cases e, em muitos casos, eventuais parcerias para criar soluções que respondam efectivamente às necessidades. É uma abordagem _bottom-up_ que requer tempo e diálogo.
Para finalizar, queremos destacar a presença das crianças. É comum considerar-se que são “ruído” neste tipo de exposições e há sempre pais apreensivos com eventuais danos que elas causem, mas nós preferimos pensar que estamos a atraír os estudantes de STEM do futuro e que estamos a formar a primeira geração da força de trabalho que será “nativa” em inteligência artificial.




