A Albatroz Engenharia celebrou o seu vigésimo aniversário no passado dia 21 de Fevereiro com uma inovação face aos anos anteriores: em vez de programarmos uma actividade diferente, programámos a actvidade by default – um almoço – mas com pessoas diferentes: convidámos todos os nossos antigos colegas a juntarem-se à celebração.
Não foi possível contactar todos nem reunir todos em Lisboa visto que muitos estão hoje espalhados por países distantes, do Canadá aos Emiratos Árabes Unidos, passando pelo Brasil, a Irlanda ou a Noruega.
Mesmo com os presentes físicos e aqueles que participaram on-line e sem almoço (claramente, o menu era uma motivação secundária), foi possível revisitar estes vinte anos e tentar perceber o que há de comum neste percurso e nestas pessoas de idades e formações tão diversas e que as motiva a re-unirem-se por um dia. Percorrendo os vinte anos com as pessoas que estiveram presentes e on-line, invocando as pessoas ausentes e os seus contributos, é possível reconstruir a génese da Albatroz Engenharia – recordada na newsletter anterior – uma pré-história no Grupo EDP, que ficará para outra oportunidade, e uma história começada em 21/02/2006 que se revive brevemente hoje, não cronologicamente mas essencialmente:
Quais são os elementos essenciais comuns ao longo de 20 anos?
O que permanece válido e invariante à passagem do tempo? O que diferencia a empresa no mercado? As respostas definem a cultura da empresa e incluem pelo menos 11 registos, muito diferentes na sua natureza e cuja única ordem foi o curso das conversas ao longo do dia.
1. Um interface de utilizador para helicóptero
O interface de voo do Power Line Maintenance Inspection [PLMI], o primeiro produto da Albatroz Engenharia, é essencialmente o mesmo desde 2006 porque é simples, eficaz e completo. O interface original foi desenhado a partir da experiência dos colegas da LABELEC (Grupo EDP) que voaram com o primeiro sistema PLMI. O design foi testado e iterado em tablets operados com luvas, sob sol intenso, ruído electromagnético e a necessidade de minimizar a atenção dada ao interface para maximizar a atenção prestada ao exterior do helicóptero, maximizando a segurança de voo. É um interface que pode ser usado sem se olhar para ele.
Ao desenhar um interface PLMI para incorporar os quatro tipos de inspecção mais comuns: visual, termográfica, medição de distâncias com LiDAR e ultra-violeta, além de ter um modo específico para inventário, a Albatroz permitiu que os diferentes sub-conjuntos de inspecção solicitados por cada cliente “encaixassem” na matriz. Ao ser desenhado numa empresa com vocação de internacionalização, foi desenhado de raiz com suporte multi-língua
A primeira implementação foi confiada a um jovem finalista de engenharia mexicano que veio à Europa pela primeira vez a bordo de um estágio IAESTE. Naturalmente, as primeiras versões beta foram logo declinadas em Português, Inglês e Espanhol; pouco tempo depois surgiria o PLMI em Francês. Mais tarde, colegas da Albatroz refizeram o código e acrescentaram mapas para acompanhar as linhas eléctricas em tempo real (2009-10). Com estas funções, o interface continua a funcionar e é usado também a partir de veículos terrestres ou aéreos não tripulados.
2. O tempo da “atención al cliente”
Após a primeira venda internacional – em Espanha – a Albatroz enviou uma estagiária de marketing ao cliente para compreender melhor as razões da escolha do produto PLMI. Ela era espanhola logo seria capaz de empatia com o lado espanhol e com o lado português, sendo a pessoa ideal para transmitir em Lisboa as verdadeiras motivações dos clientes em Madrid.
Durante o debriefing, a nossa colega espanhola elencou os seis motivos para a escolha por esta ordem: coste, relación coste/producto, ingeniería, atención al cliente, marketing (contacto), innovación.
Quando solicitada para os ordenar por grau de importância, ela não hesitou um segundo: a “atención al cliente” destacava-se de todos os outros.
Todos na Albatroz sabem que a “atención al cliente” demora tempo. Um dos quatro valores cardeais da Albatroz é a proximidade. Na vida das empresas tal como na das pessoas, sempre que há uma relação próxima, a contagem do tempo empregue na relação tende a passar para segundo plano.
Na véspera do aniversário, a Albatroz tinha estado a acompanhar os seus clientes e parceiros de I&D num projecto de pinheiro manso na sequência das tempestades do início de Fevereiro. A proximidadefalou mais alto do que a eficiência: o mais importante era conhecer a realidade no terreno.
A “atención al cliente” implica pôr em prática uma lógica de serviço na óptica do destinatário. Por vezes, o serviço obriga a ir ainda mais longe do que a vontade manifesta do cliente: como os clientes da Albatroz Engenharia são business-to-business, é frequentemente necessário perceber o impacto de qualquer decisão ou solução no cliente do cliente, ou até no cliente do cliente-do-cliente porque o último elo cadeia será sempre um humano e é nesse que a equipa Albatroz tem de pensar.
3. As botas no chão e as mãos nos equipamentos
As deslocações de campo custam dinheiro. As deslocações de campo até clientes estrangeiros custam ainda mais dinheiro. Não obstante esta dura realidade, a Albatroz Engenharia seguiu sempre modelos de negócio em que o custo de uma deslocação individual nunca fosse impeditivo de um bom serviço no local. Seja incorporando esses custos no preço, seja num contrato de manutenção, seja num regime de prestação de serviços, sempre que um cliente tem uma aeronave no chão, repara-se primeiro e factura-se depois. Uma vez, subimos os Pirinéus para instalar um sistema PLMI num helicóptero estacionado num pequeno heliporto à beira de uma estrada de montanha em Andorra. Haveria certamente pistas mais acessíveis mas era nessa que o cliente precisava de apoio.
As deslocações ao campo são a expressão prática da proximidade. Estar ao lado do cliente, aprender a ver os negócios e as suas dificuldades pelos olhos dele no contexto que acontecem leva-nos a perceber muito para lá da especificação e do que não se diz numa reunião organizada. Os requisitos funcionais definidos após as visitas ao terreno são mais completos, mais densos de inter-relações e mais robustos. A ida ao terreno permite-nos descobrir que aquilo que pareceu absurdo visto da sala de reuniões é compreensível visto no local. O que sucede frequentemente é o funcional de mérito ou o ponto de vista diferirem entre os diversos actores. Esse hiato entre pontos de vista é um espaço de oportunidade para a inovação e requer normalmente algum trabalho de I&D; se fosse trivial, o cliente teria chegado sozinho à solução. A abordagem da Albatroz é um trabalho bottom-up: nasce das necessidades do terreno.
Outro dos aspectos da vida no terreno é que o trabalho da Albatroz Engenharia não termina no design e projecto, nem sequer na venda ou entrega de um sistema ou equipamento. Só termina quando acompanhamos a sua instalação e vemos o helicóptero ou outro qualquer sistema (até um servidor informático!) arrancar com o nosso componente a bordo, executando a sua função como esperado. Acompanhamos o cliente todas as milhas do caminho e até aquela extra mile até ao alto da montanha, quando fôr preciso.
4. A ligação à universidade
A ligação entre a universidade e o mercado é a impressão digital ou uma marca de ADN dos fundadores da Albatroz Engenharia: conhecendo o lado universitário, quiseram dar o salto para o lado do mercado mas sem quebrar os laços. Por isso criaram a empresa como uma ponte com circulação intensa entre os dois mundos. O escritório abriu em Março de 2006, em Abril chegou o primeiro estagiário indicado por um programa europeu e em Maio foi assinado o primeiro protocolo com um departamento do Instituto Superior Técnico. O primeiro estagiário IAESTE chegou em Julho (ver nº1).
Desde então, já perdemos a conta ao número de estagiários que acolhemos (mais de 40?) em diversas áreas mas sempre aplicadas às tecnologias ou aos negócios da empresa. Vários membros da equipa descobriram a empresa como estagiários e quiseram continuar. Inspirámos e co-orientámos mais de uma dúzia de dissertações de Mestrado e patrocinámos uma Bolsa de Doutoramento em Empresa de uma colega que desenvolveu um sistema de Supervisão Autónoma de Aeronaves Não Tripuladas para inspecção de linhas eléctricas. Alguns estágios deram origem a artigos científicos com revisão pelos pares (ver nº 9) e apoiámos a ida dos alunos às conferência para os apresentar.
Porque o fazemos? Porque é a forma mais eficiente de “polinizar” a equipa com as mais recentes descobertas e manter a empresa próxima da vanguarda da I&D e porque assim demonstramos que é possível fazer I&D e inovação em meio empresarial em Portugal.
5. O LiDAR
A Albatroz Engenharia nasceu porque os seus fundadores conheciam o LiDARe usaram-no para melhorar a segurança do vôo dos helicópteros de inspecção e proteger as linhas eléctricas e as florestas de interacções nocivas entre ambas. Nasceu assim o sistema Power Line Maintenance Inspection. O PLMI foi o primeiro produto, desenhado para as inspecções de linhas, mas ainda em 2007 a equipa já aplicava os seus conhecimentos de LiDAR na arqueologia, modelizando as Galerias Romanas de Lisboa.
Desde 2006, apenas duas soluções importantes da Albatroz Engenharia não envolveram o LiDAR como sensor principal: o projecto LIONS sobre análise de risco operacional, criado para a Rede Elécrica Nacional [REN] e um projecto sobre produtividade em florestas de pinheiro-manso para a União para a Floresta Mediterrânica [UNAC]. De resto, o LiDAR tem sido usado à mão, às costas numa mochila, de bicicleta, no carro, no helicóptero, nas aeronaves não tripuladas. Só falta mesmo pô-lo às costas de um animal de carga mas a hipótese já foi considerada.
Porque gostamos tanto de LiDAR? Porque é complementar da imagem – e na grande maioria das aplicações trabalhamos com ambos em simultâneo – e porque é geometricamente rigoroso. Para uma equipa que nasceu na robótica móvel em tempo real cuja função básica é navegar evitando colisões, ter medidas numéricas de elevada exactidão é um valor primário.
6. A adaptação aos tempos de cada membro da equipa
O trabalho de inovação dá-se mal com horários rígidos. O trabalho de I&D, sendo mais aturado e metódico, encaixa-se melhor mas diz a experiência que tem hora para começar mas não tem hora para parar. Numa empresa assim, a flexibilidade é essencial. Além do mais, a maior parte das pessoas curiosas estendem a sua curiosidade a vários temas. Desde o princípio que a Albatroz Engenharia contempla a flexibilidade de horários e de cargas de trabalho, consoante os interesses e disponibilidade dos seus membros. Durante as suas carreiras na Albatroz, os membros da equipa reduziram ou aumentaram a carga laboral para continuarem a estudar, fazer pausas para exames, tirar cursos noutras áreas, houve até quem tirasse “cursos” de maternidade e de paternidade, um caso real de “formação ao longo da vida” numa área em que a formação universitária não chega.
Esta atitude de proximidade, torna mais exigente a gestão da equipa, obriga a ter capacidades redundantes mas sabemos que as horas mais produtivas ocorrem amiúde fora do escritório, numa corrida matinal ou quando se está a pensar noutro tema diferente. Continuamos a pensar que vale a pena procurar uma adaptação mútuas às diferentes fases da vida das pessoas e da empresa e os ecos que ouvimos dos antigos colegas corroboram esta escolha.
7. Curiosidade e vontade de experimentar
A curiosidade é a cura para o tédio. Não nos parece que as pessoas na Albatroz vivam entediadas, talvez porque vivam com a curiosidade em acção. Em múltiplos casos, são os colegas que trazem desafios para a empresa e procuramos abordá-los. Às vezes, corre bem, outras vezes corre mal mas aprendemos sempre alguma coisa. Temos a noção que um plano metódico e de longo prazo conduziria a resultados mais consistentes mas a ponte-Albatroz depende de apoios nos dois lados: os criadores e os compradores. Há até casos em que a curiosidade só se transforma numa solução viável à segunda tentativa e pelo menos um caso em que só à terceira é que funcionou, nove anos depois da primeira experiência no terreno.
Se os fracassos são frustrantes no imediato, logo abrem novos horizontes porque sabemos que não há cura para a curiosidade.
8. A matemática e a lógica como fundamento
“- Temos 100% a certeza de que esta classificação está certa?”
Esta é uma pergunta comum no dia a dia da Albatroz, seja para identificar um sobreiro numa nuvem de pontos LiDAR ou um defeito visual numa linha eléctrica. A resposta, meio a sério, meio a brincar, é que se um resultado tem probabilidade 1 ou 0, ou seja, se é certo ou impossível, então não interessa ao negócio. O negócio da Albatroz depende de estimar e limitar incertezas.
Isso não quer dizer que joguemos aos dados nem que entremos em “achismos”. Todas as nossas soluções são baseada nos princípios fundamentais do método científico, incluindo a lógica, as racionalidades da matemática e da física que conduzem às deduções dos resultados mas também permite fazer o caminho inverso da indução para compreender as causas. Por exemplo, uma parte importante do trabalho de análise de risco operacional – aplicado à rede eléctrica tal como à segurança dos helicópteros – é saber distinguir entre correlação e causalidade.
Só nos últimos anos, com a abordagem aos sistemas de Inteligência Artificial, começámos a resignar-nos a que nem sempre é possível recuar dos efeitos até às causas. Nestes casos, reforçámos a análise dos problemas em módulos cada vez mais simples para limitar o espaço de desconhecimento e a caracterização estatística de cada módulo para validar os resultados das “caixas pretas”, reforçando a confiança naquilo que não podemos induzir e caracterizando os casos “mal comportados” (outliers).
9. As publicações e participação em conferências
Não, o segredo (já) não é a alma do negócio. A Albatroz Engenharia publica artigos, participa amiúde em conferências, semanas temáticas, exposições e debates num espírito de troca de ideias – “polinização cruzada” – com o fim de aproximar a vanguarda do conhecimento científico e técnico das necessidades do mercado. Já publicámos mais de 30 artigos científicos com revisão pelos pares, com destaque para as conferências da CIGRÉ e CIRED sobre redes eléctricas e do IEEE.
Pode causar estranheza que uma empresa divulgue “em aberto” as suas inovações. Se, por um lado, há alguma probabilidade de ajudarmos os nossos eventuais concorrentes, também beneficiamos do que aprendemos com os demais participantes, tornando o saldo positivo; melhor ainda, às vezes até há potenciais clientes na audiência. Além disso, se cada resposta dá origem a múltiplas perguntas torna-se impossível seguir todas as pistas e é melhor ouvir os pares e perceber o que parece mais promissor, onde estão os riscos e os elementos de diferenciação, descobrir que tem desafios semelhantes e trocar ideias.
O “comércio de ideias” é o motor da descoberta e da aceleração da inovação.
Quando uma equipa abraça o desafio de criar uma solução inovadora, os seus membros contribuem com elementos da vanguarda nas respectivas áreas de saber. Há até quem fale, por vezes com exagero, de “inovação disruptiva”. Porém, à medida que os anos passam e a equipa se foca no seu produto, as pessoas “da casa” tendem a preferir inovações incrementais, sem porem em causa o que já alcançaram. Torna-se então útil importar ideias “de fora”.
A “polinização cruzada” que ocorre nos encontros de cientistas e inovadores é o rastilho – ou o choque! – para desafiar a equipa a expandir horizontes e dar um novo salto, pois a única previsão fiável que temos face à concorrência é que ela será imprevisível.
Em 2006, simulámos um LiDAR instalado sob um helicóptero usando um pórtico de alumínio. O LiDAR era real e os visitantes da conferência “voavam” sobre as linhas eléctricas, as casas e as florestas da maquete, “detectavam” anomalias de vegetação em tempo real e levavam o relatório calculado na hora! Foi uma demonstração de ciência ao vivo que convenceu todos os cépticos.
10. Optimizar a relação qualidade/preço
Uma das maiores dores de cabeça da inovação é acertar no óptimo entre qualidade e preço, sobretudo quando há que desenhar um produto ou solução que ainda não existe, para um mercado ainda incipiente e no qual só se entrará anos depois. A proximidade aos clientes permite detectar nos estádios iniciais de design um conjunto de requisitos operacionais que tornam viáveis ou inviáveis as soluções extremas de qualidade e de custo: um sensor inercial com um tempo de aquecimento inicial de 60 minutos pode ser estupendo para um navio mas é inviável num helicóptero; por outro lado, um sensor inercial sem filtro de Kalman tem leituras tão ruidosas que mascara as pequenas rotações de ajuste do veículo. A optimização resulta do cenário da operação.
Das três optimizações mais comuns: qualidade, preço e relação qualidade/preço a Albatroz Engenharia opta, por omissão, pela competitividade à medidada aplicação. Esta escolha resulta de três factores:
- trabalhamos no sector da manutenção de activos, que é uma área normalmente regulada e de custos comprimidos em nome do interesse público, em que a qualidade só é valorizada na medida em que reduza os custos totais;
- ao desenharmos uma solução à medida de um cliente, é possível incorporar os custos das diferentes etapas de um processo e isso afasta-nos dos custos mínimos de capital que acarretam maiores custos de exploração (as vassouras são mais baratas do que os aspiradores, mas têm uma quota de mercado menor por serem menos eficientes) e
- ao fazer a integração vertical das soluções, torna-se possível encontrar múltiplos óptimos locais entre performance e custo total de uso (custos capital + custos exploração).
É assim que o Power Line Maintenance Inspection foi declinado para helicópteros com níveis de serviço diferentes e para aeronaves não tripuladas, recorrendo ao mesmo software mas com hardwarediferente, adaptado ao valor e demais custos da aplicação.
Mesmo no âmbito dos helicópteros tripulados, diferentes requisitos de operação e etapas de desenvolvimento tecnológico conduziram a PLMI diferentes no hardware enquanto o software evolui continuadamente, mantendo a compatibilidade com as gerações anteriores.
11.A transferência de saber entre negócios
A Albatroz Engenharia não quis ser uma empresa de inspecção de linhas eléctricas. O nosso propósito é ser uma ponte de ligação entre mundos que se desconhecem. Celebramos quando os sistemas que desenhámos para as linhas eléctricas funcionam na modelação de pegadas de dinossáurio ou na detecção de irregularidades na distribuição do balasto das vias férreas. A interligação de pessoas e negócios é um dos prazeres do trabalho na empresa e a curiosidade que nos anima (nº 7) é o catalisador para muitas experiências que começam por “E se…?”
Confiamos que por entre os “E se…?” ou “Porque não?” de hoje encontraremos os negócios de amanhã.
Conclusão
É reconfortante concluir que os quatro valores cardeais da Albatroz Engenharia…
- proximidade,
- interligação de pessoas, empresas e conhecimento,
- inovação e
- competitividade por medida
… surgem como consequência da prática empresarial. Não são uma declaração de boas intenções fixada num manual, são o reflexo do quotidiano dos últimos vinte anos.




